sábado, 15 de outubro de 2011

Conjecturas, tempo, fossa e fic - um momento na madrugada :D

Oiee meu povo,

Horário de verão é uma porcaria né?
Tipo, sao três da matina e eu aqui, sentada na cozinha, vivendo ainda no horário passado rsrsrs
Não que esse seja o motivo "de fato" da minha insônia rsrs. Na verdade, nem eu sei direito.
Mas, já que a Thay  foi dormir, e o sono nao quis bater ponto no serviço hoje rsrs, eu resolvi escrever. Eu poderia escrever no meu caderninho, mas já escrevi muuuito nele hoje rsrs.
Acho que essa chuva, supeer tensa e que nao para que me deixou meia passional dessa jeito.
Geralmente a chuva me inspira. Mas tbm me deixa triste rsrsrs.
Complexo isso não?

Eu nao sei bem sobre o que escrever rsrsrs. Eu tõ aqui enrolando, pensando num tema para o post, para que eu passe o tempo. Eu tenho um outro post para fazer, um que eu to a dias preparando. Mas ohh post longo kkkkkkkk.
E eu tbm preciso estar animada para fazê-lo, porque senão nao terá a mesma graça rsrs

Ah, um comentário: vocês viram a trilha sonora no Blog da Mediadora?
Ficou muuito show, acho que vocês deviam dar uma conferida. As músicas batem direitinho para a Suze e o Jesse *-*

É, pensando bem, acho que essa minha passividade vem mesmo dessa chuva.
Eu tenho a chuva numa imagem diferente na minha cabeça, nao sei explicar. Se você já leu algum livro meu, ou um conto, deve entender oq quero dizer. Deve ter notado.
Na minha concepção mental, a chuva é o preságio de algo (nao me perguntei porque rs).
Coisas que são esperadas, novas e sempre BOAS acontecem depois de uma chuva, ou durante ela. Sempre foi assim que as coisas ocorreram em minha mente.
Acontece porém, que a vida real não é como meus livros, muito menos como minha mente (que viaja hein? vocês não tem noção rsrsrs), e ai, quando nao acontece nada, sei lá, parece que fica um vazio, e e daí que me vem essa tristeza.

Outra coisa, é que a chuva traz aquela sensação de aconchego. Ou melhor, de querer ficar aconchegada. De frente a uma lareira quentinha, com um copo de chocolate na mão... e de preferencia alguém que complete e dê total diferença ao cenário. Essa ultima questão é bem pessoal kkkkk cada um sabe de si rs

É estranho como a mente tem capacidade de ir longe rsrs, de viajar geral.
A minha por exemplo, eu nunca sei onde esta quando eu to acordada. E qndo sonho entao? se vocês pudessem ver meus sonhos, iam ficar assim :O.
Várias estórias minhas veem de meus sonhos. Outras vem de devaneios de quando estou acordada mesmo...
Quando eu tinha uns oito anos, eu li na escola um conto chamado: "O menino que espiava para dentro."
Ficava num livro de portugues. Hoje eu sei que é um livro inteiro, de Ana Maria Machado (autora que eu admiro e que foi a primeira pessoa a me dar força a escrever, com sua história: "Do outro mundo"
*-*)
Fiquei muuito admirada com aquele menino que "espiava para dentro". Queria saber como era aquilo.
Eu lembro que poucos anos antes, acho que eu tinha uns seis anos, eu tinha ficado maravilhada ao perceber que podia ouvir a voz do meu pensamento
lembro do dia até hoje rsrs claro como água. Eu sai correndo e gritando:
- Maae, oh mãae, eu aprendi a falar sem falar nada.
E ela:
- como assim menina?
Eu:
-olha- e pensei em algo.
Ela riu e falou:
- Você está pensando rsrs só isso.
Eu fiquei foi pensando naquilo rsrs. Como era legal eu poder falar comigo mesmo, e NINGUEM saber de nada rsrs.Aquilo era uma dádiva para mim.
Assim, quando eu li aquela história do menino, que usava o pensamento (lê-se: imaginação) para fazer oq eu queria, eu falei:
- Eu queria poder espiar para dentro tbm.

A partir daí, eu realmente começei a espiar para dentro.
Criar coisas que nao existiam.
Eu criei um mundo inteiro dentro de um cinzeiro. Um mundo onde só haviam crianças e coisas de crianças.
Criei painéis que me levavam pelo mundo todo, com um simples clique, em tampas da caixa de papelão.
Criei máquinas do tempo com o corpo dessas mesmas caixas...
Eu criei, criei e criei.

E então passei a viver naquela ilusão. Minha vida era aquilo, e não ah que eu vivia.
Minha vida real, era um universo paralelo. minha vida real mesmo, era aquela que eu queria viver no momento... Foi assim que eu tbm passei a espiar para dentro, brincando.

Depois, um pouco maior, lá pelos meus dez anos, descobri que ler também era um modo de espiar para dentro. Passei a viver de ler.

Cresci mais um pouco, e com uns doze anos, descobri que a noite, e o tempo que você passa totalmente só, muitas vezes deitada na cama, ou simplesmente no quintal de casa olhando para as nuvens no céu, quase  totalmente desligada de seu próprio corpo, é melhor ainda para se criar um mundo paralelo, só seu.
Criei MEU mundo perfeito. Meu NOVO mundo perfeito.

Mais tarde, depois de anos de experiencia de criação, descobri que mais do te levar para longe de você mesma (apesar que é só nesses momentos em que você verdadeiramente se encontra) a sua mente pode suprir a falta daquilo que a vida não lhe traz.
Você tem o controle de sua mente, e muitas vezes a vida é injusta. Mas a mente e a imaginação, nao.
Ela é sempre justa com você, sempre do modo que quer. Nada pode dar errado, quando é você que controla tudo.

E em meio a tantas descobertas, depois de tantos anos, pensei: porque nao levar esse mundo, para todos?
porque nao fazer como Ana Maria Machado que me ensinou a imaginar por mim mesma, ou como Pedro Bandeira, que me ensinou a viver a Ilusão dos outros, ou mesmo como aqueles contos de fadas que me mostraram que a mágica pode fazer TUDO aquilo que queremos e sonhamos acontecer?

Então, eu escrevi. Depois de anos tentando, eu consegui.
Antes, eu escrevia pelo motivo errado. Eu escrevia porque eu achava que tinha que escrever. Que tinha que mostrar para as pessoas oq se passava no meu mundo, e como era melhor lá.
Mas eu vi que nao é por isso que se escreve. Em primeiro lugar, se escreve por si próprio, para alimentar a própria ilusao. Em segundo, para fazer as pessoas CRIAREM sua própria ilusão, e nao viver da sua.

É mágico viver em um mundo seu. Mas mais mágico ainda é ver, como cada pessoa, individualmente, transforma SEU mundo perfeito, no mundo perfeito dela. E é por isso que tudo vale.

Vou parando por aqui. Mas deixo de brinde uma Fic linda, da Suze e do Jesse, que eu sempre leio quando fico meia passional.
Nao sei de quem sao os créditos dela. Se você souber, avise-me pelos comentários, para que eu dê o devido reconhecimento aqui *-*

bjoos para vocês.


Constelações

- Antes de tudo, para você saber onde está cada constelação é preciso que você saiba se orientar pelos pontos cardeais.

- Ok, fácil.

- Uma forma fácil de memorização das posições das estrelas são os alinhamentos asterismos.

Alinhamento é uma forma de relacionar estrelas brilhantes através de linhas imaginárias. Já asterismo é qualquer grupo de estrelas que não seja umas das 88 constelações determinadas pela União Astronômica Internacional. Os asterismos mais notáveis são os dois Aglomerados Estelares abertos da constelação de Touro, as Plêiades e as Híades, elas...

Olhei de esguelha para Jesse, esperando ver algum botão escrito "tradução" nele.

Jesse, é claro, percebeu que aquilo era de mais para mim. - É melhor que você contemple o céu primeiro, antes de aprender as constelações. - Ele deitou-se tranquilamente, as mãos atrás da cabeça, o olhar perdido no céu noturno.

- Você observou esse céu muito mesmo, não é?

Jesse deu um pequeno sorriso. - Era aqui que eu costumava passar todas as noites. Quando não chovia, é claro.

Dei uma risada rouca, meu coração pulsando entusiasmado no peito. - É claro. E agora? - perguntei depois de um momento de silêncio. - Onde você costuma passar as noites Jesse?

Ele ignorou minha pergunta. - Observe o céu Suzannah. Nunca vai conseguir identificar as constelações se não estiver familiarizada com elas.

Então era assim, é? Ótimo. Isso é pra você aprender a não ficar criando expectativa Suzannah Simon.

Me deitei também, não tão relaxada quanto Jesse e bem mais carrancuda do que ele, eu tenho certeza.

Mas, então, eu vi o céu. Realmente o vi, como se pudesse senti-lo, ouvi-lo, me perder nele e mesmo assim não conhecê-lo realmente.

Como Jesse. Atraente, misterioso, e inalcançável. Que sorte a minha, me apaixonar por um cara atraente, misterioso e inalcançável.

Bem, não inalcançável fisicamente, já que ele estava do meu lado, mas, ok, você entendeu o que eu quis dizer.

- Nos faz nos sentirmos insignificantes, não é? - Jesse me perguntou, ainda absorto no céu.

- Sim, é magnífico...

- Costumava ser mais, – a expressão de Jesse era levemente chateada.

- Mas também é... melancólico...

- Tudo o que é realmente belo é melancólico.

- Mais uma citação? – Perguntei, a sobrancelha levantada. Ele riu.

- Não. É apenas uma constatação.

Observei Jesse mais uma vez de esguelha, agora prestando atenção nos braços fortes, na abertura da camisa, que deixava aparecer um pouco do peito, e não vi nada de melancólico naquilo. Pelo contrario, se é que você me entende.

Mas então eu vi o rosto de Jesse, os olhos negros dele, tão magnetizadores quanto o céu e tão, tão... Melancólicos. De repente tudo o que eu queria era abraçar Jesse, confortá-lo, fazê-lo sorrir... A sensação era tão forte que me fez estremecer.

- Está com frio? - Jesse me fitava preocupado.

- Não... - e eu não conseguia mais pronunciar nenhuma sílaba, nenhuma palavra, tudo o que eu consegui fazer era sentir os olhos de Jesse nos meus.

Os lábios dele nos meus.

E tudo se encaixava com perfeição.

Os lábios ásperos acariciavam os meus com gentileza, as mãos calejadas me envolviam com ternura.

Era como flutuar no mar e nadar no céu. Não fazia sentido, não poderia ser real. Mas era mágico.

Os olhos de Jesse ainda me fitavam preocupados.

- Suzannah?

- Tudo bem Jesse, eu não estou com frio.

- Tem certeza?

- Sim – eu suspirei voltando a focalizar o céu estrelado e, sem perceber, adormeci.

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- Suzannah? – Eu a chamei baixinho, no caso de ela estar dormindo.

A falta de resposta e o ressonar rítmico e tranqüilo dela indicavam que era esse mesmo o caso.

Então eu tinha que acordá-la. Mas ela parecia tão calma, tão desprotegida, que seria um crime fazer isso. Um crime, eu tive que admitir a contragosto, que eu não queria fazer.

O que eu queria, admiti, era colocá-la em meus braços e nunca mais soltar. O que talvez fosse possível em outra dimensão, mas não nessa. Definitivamente não nessa.

Voltei a encarar o céu, esperando um sinal, uma resposta, qualquer coisa. Em troca uma brisa passou pelo telhado fazendo Suzannah estremecer. Para mim era o bastante.

Com cuidado, passei meus braços sob o corpo dela e a aninhei em meu colo. Ela pareceu ficar confortável lá.

Contive o impulso de apertá-la mais contra mim e me dirigi para o quarto.

- Durma bem querida. – Disse enquanto dava um beijo leve em sua testa e, vendo-a repousar tranqüilamente na cama me desmaterializei.



Bye XoXo Bye

2 comentários:

  1. *-* - Maae, oh mãae, eu aprendi a falar sem falar nada.
    kkkkkkkkkkk racheeei Pam, só você mesmo! Rs, desde pirralhinha!
    Amei seu post, inspirador, profundo e animador! A madrugada de chuvinha fez bem á você (: e á nós leitores do seu blog! Sou sua fã, nunca consegui espiar completamente para dentro, sempre tive as minhas antenas conectadas com o lado de fora, rs... mas, quando leio e faço equações matemáticas, kkk isso acontece e então... a realidade se vai e eu mergulho em meu próprio mundo de sonhos. E nós duas mergulhamos juntas nas nossas loucuras haha, obrigada por criar cenas de bang bang maravilhosas!

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  2. kkkkkkkkkkkkkkk
    Opa! Cenas de Bang Bang é comigo mesma kkkkkkkkk
    E Nao negue. Quando você quer, você também vai longe hein? kkkkkkkkkk Ah se vai kkkk
    É, desde pequena eu tinha um parafuso a menos kkkkk

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