quarta-feira, 18 de maio de 2011

Meme Literário - Dia 18

Dia 18 – um início de livro que você gosta


Poxa vida, essa é dificil kkkkkkkkk
Um inicio de livro é uma coisa bem complicada kkkkkkk pq os livros geralmente ficam bons lá para o meio...
Mas um inicio que me chamou bastante atenção, foi o de Shiver.

Primeiro, a dedicatória. Eu li:

Para Kate,
por que ela chorou.

E fiquei me perguntando: chorou porque?
Isso com certeza atraiu minha atenção até o fim do livro.
Obviamente, eu descobri o pq do choro, pq eu fiz o mesmo kkkkkkkkkkkkk

E o começo da história tbm foi maraaaa. Vejam por si só e descubram pq ela me encantou:

CAPÍTULO UM • GRACE -9°C 

Eu lembro de ficar deitada na neve, um pequeno ponto vermelho de calor ficando frio, cercada por lobos. Eles estavam me lambendo, me mordendo, atormentando meu corpo, o pressionando. Seus corpos aconchegantes bloqueavam o pouco calor que o sol oferecia. Gelo brilhava em seus pêlos e seus hálitos faziam formas opacas que pairavam no ar ao nosso redor. O cheiro almiscarado de suas peles me faziam pensar em cachorro molhado e folhas queimando, agradável e aterrorizante. Suas línguas derretiam minha pele: seus dentes descuidados rasgavam minhas mangas e esbarravam em meu cabelo, se empurrando contra minha clavícula, o pulso no meu pescoço. Eu poderia ter gritado, mas eu não o fiz. Eu poderia ter lutado, mas não lutei. Eu só fiquei deitada ali, e deixei acontecer, observando a neve branca de inverno ficar cinza acima de mim. Um lobo enfiou seu focinho em minha mão e contra minha bochecha, lançando uma sombra contra meu rosto. Seus olhos amarelos olharam nos meus, enquanto os outros lobos me jogavam de um lado para o outro. Eu olhei para aqueles olhos o máximo de tempo que consegui. Amarelos. E, de perto, brilhavam com cada tom de dourado e caramelo. Eu não queria que ele desviasse o olhar, e ele não o fez. Eu queria me esticar e pegar seu pêlo, mas minhas mãos ficaram colocadas contra meu peito, meus braços congelados em meu corpo. Eu não conseguia me lembrar como era se sentir quente. Então ele se foi, e sem ele, os outros lobos se aproximaram, perto demais, sufocante. Algo parecia se agitar no meu peito. Não havia sol; não havia luz. Eu estava morrendo. Eu não conseguia lembrar como o céu parecia.
Mas eu não morri. Eu estava perdida num mar de frio, e então renasci num mundo de calor. Eu me lembro disso: dos seus olhos amarelos. Eu pensei que nunca mais os veria.


CAPÍTULO DOIS • SAM -9°C 

Eles arrancaram a garota de seu cansado balanço no quintal, e a arrastaram até a floresta: seu corpo deixou um rastro inchado na neve, do seu mundo ao meu. Eu vi acontecer. Eu não impedi. Foi o inverno mais longo e frio da minha vida. Dia após dia, debaixo de um sol pálido e sem valor. E a fome – a fome que queimava e consumia, com insaciável controle.
Aquele mês nada se movia, a paisagem congelada em um diorama1 sem cor, desprovido de vida. Um de nós tinha levado um tiro, tentando roubar o lixo de alguém, então o resto do bando ficou na floresta e devagar passou fome, esperando pelo calor e nossos velhos corpos. Até que eles encontraram a garota. Até que eles atacaram. Eles encolheram ela, rosnando e mordendo, lutando para matar primeiro. Eu vi. Eu vi seus flancos estremecendo em sua ânsia. Eu os vi arrastar o corpo da garota de um lado para o outro, “vestindo” a neve embaixo dela. Eu vi focinhos manchados de vermelho. Ainda sim, eu não impedi. Eu era de um alto escalão no bando – Beck e Paul tinham se certificado disso – então eu poderia ter me intrometido imediatamente, mas eu me mantive atrás, tremendo de frio, a neve até meus tornozelos. A garota tinha um cheiro humano quente, vivo, acima de qualquer outra coisa. Qual o problema dela? Se ela estava viva, porque ela não estava lutando?
Eu podia sentir o cheiro do sangue dela, o cheiro claro nesse mundo frio e morto. Eu vi Salem empurrar e tremer enquanto ele rasgava sua roupa. Meu estômago se retorceu, dolorosamente – fazia tanto tempo desde que eu tinha comido. Eu queria passar pelos lobos para parar perto de Salem e fingir que eu não conseguia sentir o cheiro da humana dela ou ouvir seus suaves gemidos. Ela era tão pequena sobre nossa selvageria, a matilha se pressionando contra ela, querendo trocar a vida dela pela nossa. Com um rosnado e um flash de dentes, eu fui para frente. Salem rosnou para mim, mas eu era maior que ele, apesar da minha fome e juventude. Paul rugiu ameaçadoramente para me apoiar. Eu estava perto dela, e ela estava olhando para cima para o céu sem fim, com olhos distantes. Talvez morta. Eu coloquei meu nariz na mão dela: o cheiro de sua palma, açúcar e manteiga e sal, me lembrou de outra vida. Então eu vi os olhos dela. Acordada. Viva. A garota olhou direto para mim, os olhos segurando os meus com uma terrível honestidade. Eu me afastei, começando a tremer de novo – mas dessa vez, não era a raiva que estava em mim. Os olhos dela em meus olhos. O sangue dela no meu rosto. Eu estava me despedaçando, de dentro para fora. A vida dela. Minha vida. O bando estava atrás de mim, desconfiado. Eles rosnaram para mim, não era mais um deles, e eles rosnaram por sua presa. Eu pensei que ela era a garota mais linda que eu já tinha visto, um pequeno anjo ensangüentado na neve, e eles iriam destruir ela. Eu vi. Eu vi ela, de uma forma que nunca vi nada antes. E eu impedi.


Fácil de entender pq eu fiquei encantada não?

Bye XoXo Bye

Nenhum comentário:

Postar um comentário