quarta-feira, 11 de maio de 2011

Coluna Capricho

Oie meu povo,

Em homenagem ao meu aniversário, resolvi postar um texto bem legal que li outro dia, e que tem tudo a ver *-*


Não somos robozinhos
Então pq transformar a vida em metas? Eu, hein!

Em janeiro desse ano, um amigo me ligou para me zoar porque eu ia fazer 30 anos. Detalhe: faço aniversario em outubro. Outro detalhe: esse meu amigo já tinha feito 30. enfim, papo vem, papo vai e ele, que se preocupa muito com a idade, como você deve ter percebido, começou a falar que, no fundo, achava  que estava muito melhor hoje do que dia aos 16 (essa comparação é recorrente entre quem vai fazendo aniversário ao longo da vida, já vou te avisando). Concordei: também acho que estou melhor. Mas não em tudo. Tem umas coisas que minha versão de 16 anos dominava e qu eu precisei fazer um esforço para não desaprender. Uma dessas coisas é não viver como um robozinho.
Lá pelos meus 16,17 anos, eu tinha muita facilidade  para ficar a toa. Não me leve a mau: eram mil tarefas no colégio para fazer e ate que eu era bem estudiosa.
Mas quando meus afazeres terminavam, lá pelas 4 da tarde, eu tinha um talento incrível para não fazer nada. Ligava a Tv, folheava revista, lia algum livro, fazia brigadeiro de panela, conversava com minhas amigas pelo telefone, etc. Nessas horas, era como se nenhuma preocupação existisse. Eu não estava nem ai para o futuro, tanto o dos anos seguintes quanto o da segunda-feira e sua terrível prova de matemática. Já havaí estudado e agora estava simplesmente me divertindo.
Bom, fui crescendo e aprendendo a dar uma função as coisas. Alguém espalhou por ai que, na idade adulta, as tarefas tem que ter um objetivo. O foco não está só na hora do trabalho ou do estudo, mas em qualquer hora do dia! Não basta comer: tenho de levar em conta o valor nutricional do que vou ingerir. Não basta passear: tenho que estar por dentro do circuito cultural da minha cidade. Não basta brincar com o irmãozinho: é preciso verificar se ele esta aprendendo com o seu brinquedo pedagógico. Não basta curtir os momentos com meu amor: tenho que trabalhar a nossa relação. Não basta fazer sexo: tenho que avaliar se minha sexualidade está saudável e se estou satisfeita na cama. Não basta ficar jogada no sofá, lendo um romance e tomando Coca-Cola: o melhor é escolher um livro de inglês para treinar a língua. E a Coca tem de ser zero, por favor. Argh!
Não sei como, mas fui caindo nesse papo. Uns cinco anos atrás, eu tinha muito mais dificuldade me relaxar do que aos 16. Era como se precisasse dar a cada instante da minha vida uma meta. Como se o prazer pelo prazer fosse inútil, sabe?
Mas isso que é legal no prazer pelo prazer: ele é inútil. Quer dizer, ele é muito útil. Vivo lendo artigos que afirmam que relaxar descansa a mente, melhora o aprendizado, eleva o grau de felicidade...
Opa! Medir a felicidade em graus? Melhor parar por aqui. O prazer pode ter mil utilidades, mas não quero pensar em nenhuma delas quando estou me divertindo. Porque o legal de se divertir é isso: não se preocupar com nada, só aproveitar. Deixar que o tempo passe tranquilamente, sem querer agarra-lo e prendê-lo na tal produtividade. Eu sabia disso quando tinha 16 anos. Eu sabia que não faz sentido vivermos como robô simplesmente porque, dã, não somos robôs. Quem diria que eu teria de aprender de novo algo que era tão obvio para mim? Não só eu, como meu amigo, que aliás, acabou de fazer 31 anos.

Revista Capricho

Bye XoXo Bye

Um comentário:

  1. Simplesmente adorei o texto!!! *-*
    Veio á calhar para mim!! Exatamente no momento em que eu precisava!

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