sexta-feira, 4 de março de 2011

Fic (minha) da Suze e do Jesse

O Colar de Esmeralda

Bem, é isso. Aqui estou eu, no meio da madrugada, dentro da missão, á procura de um colar. Sim, um colar. E tudo porque um fantasma de uma senhora surgiu em meu quarto, pedindo ajuda, quase ao berros, para recuperar o colar de familia perdido pela neta na escola. E tudo isso para:
"- Não ferir os sentimentos de honra da familia"
Certo! E quanto ao MEUS sentimentos? Não, quanto a isso ninguem pensou. Ninguem nem sequer imaginou que eu estava num sonho maravilhoso onde Jesse finalmente declarava todo o amor que sentia por mim. Ah não, quanto a isso, ninguem pensou.
Eu passei direto pela estátua do Padre Junipero Serra. As lembranças da ultima vez que passei por ela de madrugada ainda estavam frescas em minha mente. E não eram nada boas. Na realidade, eu fora atacada pela cabeça do Padre, movida pela força surreal de uma fantasma que queria me impedir de sair com seu ex-namorado. E na minha fuga, a porta da sala do professor Walden, onde eu estava agora, tinha sido a mais afetada, devido as batidas da cabeça sobre ela, tentando me alcançar do outro lado.
Por sorte, Jesse estava aqui na hora para me ajudar, ou eu estaria fazendo parte de seu plano espectral agora.
O que nao seria mau de tudo, se me entende.
- Será que ela perdeu ele lá dentro? - perguntei em voz alta.
- Falando sozinha Suzannah?
eu reconheci a voz na hora. E mesmo que nao tivesse reconhecido, o brilho luminoso caracteristico que iluminou toda a sala o teria denunciado.
- Jesse - Falei me virando para ele, de modo nada agradavel para minha frustação, e com minha voz saindo esganiçada, como sempre acontecia quando ele estava por perto.
Ele estava parado atrás de mim, de braços cruzados. Estava com a sombrancelha levantada, aquela com a cicatriz (feita por um cachorro, e nao por uma briga  como imaginei) o que demostrava que ele estava preocupado.
- Suzannah, o que está fazendo aqui a essa hora da noite? você nao tem aula amanhã?
- estou MEDIANDO - falei rudemente - Esse é meu trabalho lembra?
- E é mesmo necessário MEDIAR as três da manhã? - ele falou, ironicamente.
Bem, necessário, necessário não era. Mas não podia correr o risco de a senhora ficar tão desperada que fosse procurar ajuda em outro lugar. E convenhamos, sabemos qual seria o outro lugar, já q o Padre D. não está aqui essa semana: Paul Slater.
- Sim Jesse, é necessário - falei, voltando a minha tarefa, que estava sendo extremamente prejudicada pela luminosidade ruim da lanterna.
- Jesse, será que dava pra você ficar mais ou menos ali? - perguntei, apontando para o local mais escuro da sala.
Ele nao falou nada, so ficou me olhando.
- Ok, nao quer ajudar não ajuda. - falei irritada, voltando para o que eu estava fazendo.
- o que você está procurando? - ele perguntou
- Um colar. De familía.
Jesse se desmaterializou na hora em que eu disse isso. fiquei me perguntando se teria acontecido alguma coisa, mas logo em seguida ele voltou, com a jóia nas mãos. Me estendeu para que eu pegasse.
- Onde você achou? - perguntei, espantada.
- Na caixa de achados e perdidos na sala do padre.
Eu levantei as mãos e bati na testa. Como pudera ser tão burra? mas afinal, um colar de familia perdido lá na escola do Brooklyn iria pra qualquer lugar, menos a sessão de achados e perdidos. Mas não, aqui era a Califórnia, e esta escola era uma Missão, onde os alunos eram "politicamente corretos". Precisava me acostumar com isso, e rápido.
Observei o colar mais atentamente. Tinha a corrente e pingente feitos de ouro, e uma grande pedra esmeralda no meio.
- Combina com seus olhos - ele falou.
Eu levantei meus olhos para olhar para ele.
Não estava sorrindo, mas também nao estava mais com a aparencia de que estava bravo comigo.
- Melhor voltarmos para casa - falei, dando as costas, e indo em direção aonde eu tinha estacionado a bicicleta que peguei da garagem de Andy.
- Suzannah - ele falou, segurando meu braço.
Ja te falei que acho isso extremante irritante? não gosto de fantasmas me tocando, muito menos fantasmas com mãos grandes e fortes como Jesse. E ainda mais agora, por SER Jesse que estava fazendo isso.
- O que? - falei, preocupada.
Ele apenas veio pra frente, se aproximando mais de mim. Meu coração disparou. Eu tive certeza que ele ia me beijar. Porém, isso não aconteceu, porque ouvimos uma voz atrás de nós.
- Encontro particular no meio da madrugada? Pensei que morassem juntos.
Meu coração disparou mais ainda. Mas agora, foi de medo.
- Paul - perguntei, me soltando de Jesse, de maneira brusca mesmo sem querer, e escondendo o colar atrás das costas - O que está fazendo aqui?
- O mesmo que você - ele respondeu - onde está o colar?
Eu estava espantada com a ousadia de Paul. como ele podia fazer isso? e na frente do Jesse?
- Ainda nao encontrei - menti. senti que extremecia. Não por ter mentido a ele, mas por ter me dado conta que a pobre senhora havia ido falar com ele. O que siginifica que a uma hora dessas... bem, meus serviços nao eram mais necessarios.
- Saia daqui Slater.
Jesse o olhava de maneira assassina. Até agora, ele nao havia feito nada porque sabia que eu o impediria. mas ele deve ter percebido o medo que eu estava sentindo.
- Não. eu nao vou sair. não até pegar o colar.
- para que você quer ele? - perguntei. ele sorriu.
- tenho meus motivos.
Aquilo me preocupou. Sabia que ele estava tramando alguma coisa. Paul sempre estava tramando alguma coisa. E aquilo nao era bom para mim, e nem, e muito menos, para Jesse.
- Saia slater. Você nao deveria estar aqui. - Jesse falou. dava para ver que a cada minuto ficava mais irritado. mas estava se controlando.
- Nao Jesse. Quem não deveria estar aqui é você.
Qualquer um que ouvisse aquilo nao saberia o que Paul queria dizer de verdade. apenas nos tres sabiamos.
Jesse ameaçou ir para cima de Paul, mas eu me pus na frente.
- pois bem. pode ficar e ai e procurar por aquela coisa. Jesse e eu ja estamos indo embora, não é mesmo Jesse?
Jesse nao me respondeu. Ficou olhando com raiva para Paul. Obviamente, seus escrupulos não o deixariam fugir. Mas, ao ver a expressao claramente pesarosa em meu rosto, falou:
- Vamos para casa.
Eu entao sai andando de costas. nao queria que Paul visse o colar em minha mao. Jesse me acompanhou, calmamente, sem olhar para trás.
- Suze - Paul falou, sorrindo, mas sua voz demonstrando irritação - eu sei que você está com o colar.
- Deixe ela em paz Slater. O colar nao lhe pertence. Dê o fora daqui.
mas Paul nao se intimidou. Passando direto por Jesse, como se ele nem estivesse ali, veio para cima de mim, com a mão estendida.
- o colar Suze.
Jesse puxou-o pela camisa, e estendeu o pulso ameaçando-o.
- Deixe ela Slater. Eu já avisei.
Eu assistia a cena sem saber o que fazer. Entao, eu tive uma ideia. sim, pode ter sido idiota e previsivel, mas foi a solução que encontrei. Sai correndo. se eu fosse rápida, conseguiria chegar até a bicicleta e ir embora. Jesse me encontraria em casa.
Enquanto corria, ouvi Paul me chamando. Corri mais rápido. Porém, um passo em falso me fez tropeçar. Eu cai de joelhos no chão e o colar voou da minha mão.
Paul ja estava quase me alcançando. Jesse se materializou-se na minha frente.
- Suzannah, o que está fazendo?
- O colar jesse - disse.
Jesse olhou a procura da peça. Mas, no mesmo instante que os dele se prostaram em cima , Paul o alcançou.
Um barulho de sirene chamou a atenção de nós três. Paul olhou ao redor. Sabia que ele  estava procurando uma maneira de ir embora. E levar o colar.
Mas Jesse foi mais rapido. Num instante estava aqui e no outro, Paul estava no chão.
Ouvimos passos se aproximando. Jesse, com o colar na mão me puxou em direção a bicicleta. ele a empurrava, enquanto nos afastavamos rápido.
- e se ele vier atrás da gente? - perguntei receosa.
- Ele nao vai vir Suzannah. Nao hoje.
Subimos todo o caminho de volta em silencio. entrei em casa sem barulho. Jesse nao entrou pela porta, para nao atiçar Max, que dormia no sofá.
Para minha surpresa, Jesse estava me esperando no quarto. O que eu achei estranho, já que ele tinha o dom de sumir á uma hora dessas.
- como você está? - ele perguntou, preocupado.
- cansada - respondi, mas sabia que nao era isso que ele perguntava. ele queria saber sobre Paul.
- Suzannah, você nao tem que ter medo dele. Ele nao pode te atingir.
- eu não tenho medo dele.
- e porque ainda ouço você gritando em sonhos?
eu me calei. nao sabia disso.
- Jesse, olha... isso... isso não é da sua conta - falei, irritada por nao ter encotrado palavras para retrucá-lo.
- Suzannah - ele falou, se aproximando. Meu coração disparou - do que você tem realmente medo?
Eu nao sei porque, mas as palavras sairam da minha boca, sem que eu controlá-se.
- Ele quase me matou Jesse. E ele quer te mandar embora. ele quer se livrar de você - eu lutava para as lagrimas nao cairem.
- Suzannah, ele nao vai conseguir isso. Porque, ao contrário do que você possa pensar, eu sei que meu lugar é aqui.
- Não Jesse, sabemos..
Mas ele nao me deixou terminar a frase. Levantou meu rosto, que eu tinha deixado baixo, tentando esconder as minhas lagrimas dele, e me beijou.
E por um minuto, eu simplesmente esqueci de tudo.
Quando se afastou disse:
- Vai ficar tudo bem. Boa Noite hermosa - e se desmaterializou.

4 comentários:

  1. Ahh q fofo!!!
    Vc realmete é uma escritora proficional!!!
    Até aprece tia meg escrevendo, ficou realmete otimo!

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  2. Brigadaaa *-*
    Aprecioo o comentario kkkkk mas nao exagera kkkkkkk nao chego nem perto da Meg (vixi, quem me dera kkkkkkkkk)
    Mas é bom saber q vcs gostam das coisas doidas q escrevo :D

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