domingo, 13 de fevereiro de 2011

Coluna: O Amor

O AMOR – PARTE 1

Influência

As histórias são muitas, os ambientes diversos e o tempo de cada um. Mas existe sempre um ponto em comum: o amor. Isabella se tornou vampira por amor. Romeu e Julieta morreram por amor, proibido, mas ainda assim amor. A maneira como existe pode ser muito diferente mas, mas ainda assim existe.


"ROMEU — Do amor as lestes asas me fizeram transvoar o muro, pois barreira alguma conseguirá deter do amor o curso, tentando o amor tudo o que o amor realiza. Teus parentes, assim, não poderiam desviar-me do propósito.
JULIETA — No caso de seres visto, poderão matar-te.
ROMEU — Ai! Em teus olhos há maior perigo do que em vinte punhais de teus parentes. Olha-me com doçura, e é quanto basta para deixar-me à prova do ódio deles." Ato II, Cena II, Romeu e Julieta



"Minha vida era uma noite sem lua. Muito escura, mas haviam estrelas - pontos de luz e razão... E aí você apareceu no meu céu como um meteoro.
De repente, tudo estava pegando fogo; havia brilho, havia beleza. Quando você não estava lá, quando o meteoro caiu no horizonte, tudo ficou escuro. Nada havia mudado, mas os meus olhos haviam ficado cegos com a luz. Eu não conseguia mais ver as estrelas. E não havia mais razão pra nada. ( Lua Nova )"





E desde que a literatura passou a existir, o amor é escrito. Pode terminar com o clássico “felizes para sempre”, ou na tragédia de Romeu. Ele está lá. De uma maneira ou de outra e os grandes escritores sempre tiram o melhor dele, a pureza.O que acontece depois? Aí é você quem decide! 


Vejam abaixo, dois tempos diferentes, e um único tema: o Amor.




Trovadorismo:


Eu Cantarei de Amor Tão Docementede 
Luís Vaz de Camões

Eu cantarei de amor tão docemente,
Por uns termos em si tão concertados,
Que dois mil acidentes namorados
Faça sentir ao peito que não sente.

Farei que amor a todos avivente,
Pintando mil segredos delicados,
Brandas iras, suspiros magoados,
Temerosa ousadia e pena ausente.

Também, Senhora, do desprezo honesto
De vossa vista branda e rigorosa,
Contentar-me-ei dizendo a menor parte.

Porém, pera cantar de vosso gesto
A composição alta e milagrosa
Aqui falta saber, engenho e arte.

Modernismo:


As sem-razões do amor
Carlos Drummond de Andrade



Eu te amo porque te amo,
Não precisas ser amante,
e nem sempre sabes sê-lo.
Eu te amo porque te amo.
Amor é estado de graça
e com amor não se paga.

Amor é dado de graça,
é semeado no vento,
na cachoeira, no eclipse.
Amor foge a dicionários
e a regulamentos vários.

Eu te amo porque não amo
bastante ou demais a mim.
Porque amor não se troca,
não se conjuga nem se ama.
Porque amor é amor a nada,
feliz e forte em si mesmo.

Amor é primo da morte,
e da morte vencedor,
por mais que o matem (e matam)
a cada instante de amor.





Evelyn Ute Emeritch



Um comentário:

  1. Ameeeei essa coluna *-*
    Concordo e assino em baixo com o q está escrito. Passa o tempo, mas ainda assim o amor continua...
    E a literatura envolve ele, em toda a sua forma mais complexa e mais simples...
    A própria Literatura é amor... *-*-*-*-*

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